Não é de hoje que vemos previsões que envolvem o fim do mundo. Ao longo dos anos vieram de vários lugares ideias catastróficas e seguindo essa “tendência” surge um relato de uma bruxa, em um país bem longe do Brasil.

A ideia de que a Terra possa ser destruída por um asteroide costuma parecer coisa de filme, mas esse tipo de cenário já foi abordado tanto pela ciência quanto por previsões feitas há séculos. Um dos exemplos mais curiosos envolve uma figura pouco conhecida fora do Reino Unido: a vidente conhecida como Mother Shipton.

Segundo conteúdos divulgados ao longo dos anos, uma das previsões atribuídas à inglesa descreve um cenário extremo, em que um asteroide seria responsável pela destruição do planeta.

Essa interpretação faz parte de um conjunto de supostas visões ligadas à personagem histórica, reforçando a noção de um evento cósmico capaz de acabar com a vida na Terra.

Por trás do nome Mother Shipton estaria Ursula Southeil, que teria nascido por volta de 1488, na Inglaterra. Diferentemente de figuras mais conhecidas, como o astrólogo francês Nostradamus, ela não tinha formação acadêmica nem reconhecimento oficial, mas acabou se tornando uma personagem recorrente no folclore britânico.

Créditos: CHRISTIE’S/WILLIAM ANDERS

Como surgiu a fama da “bruxa” ao longo dos anos?

Frequentemente descrita como “bruxa” ou vidente, sua imagem foi construída com base em relatos e publicações que surgiram anos após sua morte, o que contribui para o caráter incerto de muitas das previsões atribuídas a ela.

Ao longo do tempo, diversas profecias passaram a ser associadas à Mother Shipton, incluindo interpretações que mencionam avanços tecnológicos, mudanças sociais e até grandes catástrofes. Um dos episódios mais famosos envolve a suposta previsão do fim do mundo em 1881, que chegou a provocar temor entre populações inglesas muito tempo depois.

Assim como ocorre com as profecias de Nostradamus, muitas leituras modernas tentam relacionar seus textos a acontecimentos atuais, como pandemias ou transformações industriais.

No caso da previsão envolvendo um asteroide, a lógica é semelhante: trata-se de uma interpretação contemporânea aplicada a textos antigos. Atualmente, agências espaciais monitoram milhares de objetos próximos à Terra, mas não há qualquer confirmação de um asteroide em rota de colisão capaz de provocar a destruição do planeta.


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