O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) determinou a suspensão de novas averbações de crédito consignado para instituições financeiras que apresentaram irregularidades no cumprimento das normas da modalidade.
A medida afeta a contratação de novos empréstimos consignados por aposentados e pensionistas, mas não implica no cancelamento automático de contratos já existentes.
As suspensões aparecem em despachos publicados pelo próprio INSS ao longo de 2025 e envolvem instituições como Agibank, Crefisa, Facta Financeira, Cobuccio Sociedade de Crédito Direto, Paraná Banco e Banco Inter.

O que muda com a suspensão dessas instituições?
A suspensão cautelar impede que essas instituições realizem novas averbações de empréstimos consignados vinculados a benefícios pagos pelo INSS. Na prática, isso significa que novas operações ficam bloqueadas enquanto a decisão estiver em vigor.
Segundo o órgão, esse tipo de medida costuma ser adotado quando são identificadas falhas operacionais, descumprimento de exigências regulatórias ou possíveis riscos aos beneficiários.
O objetivo é proteger aposentados e pensionistas contra descontos indevidos, contratações irregulares e problemas relacionados à autorização dos empréstimos.
Bancos citados em despachos do INSS
Os registros publicados pela autarquia mostram suspensões em diferentes períodos de 2025. Em agosto, por exemplo, foram divulgadas decisões envolvendo Banco Agibank e Banco Crefisa.
Já em outubro, apareceram medidas contra Facta Financeira, Cobuccio Sociedade de Crédito Direto, Paraná Banco e Banco Inter. Em dezembro, o INSS voltou a registrar nova suspensão cautelar envolvendo Banco Agibank e Agibank Financeira.
Diante desse cenário, especialistas recomendam que aposentados e pensionistas confirmem se a instituição financeira está autorizada a operar antes de contratar um consignado. A verificação pode evitar recusas de propostas ou operações fora das regras estabelecidas pelo convênio.
O empréstimo consignado possui desconto direto no benefício previdenciário, o que exige maior atenção no momento da contratação. É importante analisar fatores como:
- taxa de juros;
- prazo de pagamento;
- valor total da dívida;
- margem consignável disponível;
- identificação correta da instituição financeira.
Também é recomendado desconfiar de ofertas recebidas por telefone, mensagens ou links desconhecidos. Caso o beneficiário identifique descontos não autorizados, a orientação é consultar o aplicativo Meu INSS e registrar reclamação pelos canais oficiais.
Apesar das suspensões, aposentados e pensionistas continuam podendo contratar crédito consignado em instituições que estejam regularizadas junto ao INSS.
A decisão reforça, porém, a necessidade de os bancos seguirem regras de segurança, transparência e autorização expressa nas operações realizadas.


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