Nos dias atuais é praticamente impossível imaginar em alguém que não use o PIX como sistema de pagamento ou recebimento. A modalidade caiu no gosto do povo e é muito usado. Por isso, qualquer mudança é vista com atenção e falando sobre o tema, alterações estão previstas para julho.

O Banco Central (BC) anunciou que, a partir de julho deste ano, contas-salário também poderão ser utilizadas como origem de pagamentos via Pix Automático.

Até então, apenas contas correntes e contas de pagamento estavam habilitadas para esse tipo de operação, usado em cobranças recorrentes, como assinaturas e mensalidades.

Com a mudança, trabalhadores terão a possibilidade de autorizar débitos automáticos diretamente pela conta-salário.

Créditos: Bruno Peres/Agência Brasil

Estratégia do Banco Central em busca de maior alcance da modalidade

A medida faz parte da estratégia do BC para ampliar o alcance do Pix e facilitar a organização financeira dos brasileiros.

Apesar da novidade, a funcionalidade valerá apenas para pagamentos destinados a recebedores autorizados pelo Banco Central.

Já as transferências internas entre instituições financeiras continuarão seguindo as regras definidas pelo Conselho Monetário Nacional.

Outras mudanças já estão em estudo

Além da ampliação do Pix Automático, o Banco Central avalia outras inovações para o sistema. Uma delas é a chamada cobrança híbrida, que reunirá em um único documento o boleto bancário tradicional e o QR Code do Pix.

Na prática, o consumidor poderá escolher se deseja pagar pela leitura do QR Code ou utilizando o código de barras, sem necessidade de emissão de dois formatos separados.

A expectativa é de que a solução facilite tanto a rotina das empresas quanto a experiência dos usuários, especialmente em compras online e serviços de assinatura.

Segundo especialistas, o BC também trabalha em mecanismos para evitar pagamentos em duplicidade e melhorar a comunicação entre instituições financeiras e clientes em casos de falhas nas transações.

Outra frente em desenvolvimento envolve melhorias no botão de contestação do Pix, ligado ao Mecanismo Especial de Devolução (MED).

A proposta é permitir que bancos e instituições financeiras recolham mais informações no momento da solicitação de devolução.

O objetivo é diferenciar situações de fraude de desacordos comerciais legítimos, aumentando a segurança do sistema e reduzindo tentativas indevidas de contestação.

O Banco Central também avalia alterações no campo de “descrição” do Pix, utilizado para anexar mensagens às transferências.

De acordo com especialistas, o recurso vem sendo usado em alguns casos para o envio de mensagens ofensivas, ameaçadoras ou intimidatórias, geralmente vinculadas a transferências de baixo valor.

Para lidar com o problema, será criado um grupo de trabalho específico, com propostas previstas para junho de 2026.

Entre os pontos em discussão estão campanhas educativas, maior transparência sobre filtros aplicados pelas plataformas e critérios proporcionais para moderação de conteúdo.

A intenção é combater abusos sem prejudicar a simplicidade e a agilidade do Pix, que se consolidou como um dos meios de pagamento mais utilizados no Brasil.


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