Infelizmente uma das grandes causas de acidentes nas estradas é em virtude de motoristas embriagados. Ações, projetos e outros meios são criados para evitar essa imprudência que ainda persiste nas ruas.

Falando sobre ações para combater esse triste problema, chega uma novidade, que conta com auxílio da tecnologia, capaz de identificar a presença de álcool no organismo do motorista antes mesmo de o veículo ser ligado.

Sim, essa nova tecnologia segue em desenvolvimento nos Estados Unidos. Apesar dos avanços, esses sistemas ainda não são obrigatórios nos carros novos comercializados no país.

Em março de 2026, a Administração Nacional de Segurança no Tráfego Rodoviário dos Estados Unidos (NHTSA) informou ao Congresso que continua avaliando os requisitos técnicos necessários para a adoção de sistemas avançados de prevenção à direção sob efeito de álcool.

O principal projeto na área é o Driver Alcohol Detection System for Safety (DADSS), que trabalha atualmente com duas tecnologias distintas para detectar a presença de álcool no organismo do condutor.

Uma delas analisa o ar expirado pelo motorista, enquanto a outra utiliza sensores de toque capazes de estimar a concentração de álcool por meio do contato com a pele das mãos ou dos dedos.

Créditos:  Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Como funciona esse sistema?

A tecnologia baseada na respiração realiza a medição de forma automática enquanto o motorista permanece sentado ao volante, sem necessidade de soprar em um equipamento específico. O sistema também foi projetado para diferenciar a respiração do condutor daquela dos demais ocupantes do veículo.

Já a solução por toque utiliza uma técnica conhecida como espectroscopia de tecido. Nesse método, o motorista encosta o dedo ou a palma da mão em uma superfície equipada com sensores que analisam sinais relacionados à presença de álcool no organismo.

Caso os níveis detectados ultrapassem o limite estabelecido, o sistema poderá impedir a partida do veículo ou mantê-lo imobilizado até que as condições sejam consideradas seguras.

Implementação ainda depende de aprovação

Apesar dos resultados promissores, a NHTSA afirma que ainda estuda aspectos como precisão, confiabilidade, privacidade dos usuários, segurança operacional e aceitação pública antes de estabelecer uma regulamentação nacional.

No relatório enviado ao Congresso, a agência destaca que ainda existem desafios técnicos importantes, especialmente para evitar erros de leitura, falsos positivos e falsos negativos em larga escala.

O debate ganhou força após a aprovação da Lei de Infraestrutura dos Estados Unidos, que determinou a realização de estudos sobre tecnologias voltadas à prevenção da condução sob efeito de álcool. Entretanto, a adoção obrigatória dos sistemas depende da publicação de uma norma definitiva pela NHTSA.

Enquanto isso, no Brasil, o combate à embriaguez ao volante continua baseado na Lei Seca, por meio de fiscalizações, testes de alcoolemia e aplicação de penalidades previstas na legislação de trânsito.

Dessa forma, o chamado “bafômetro de fábrica” permanece como uma tecnologia em fase de desenvolvimento, ainda distante de se tornar um equipamento presente em massa nos veículos comercializados atualmente.


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