Nem todo herói usa capa — alguns revolucionam o mercado da beleza criando produtos realmente inclusivos. É o caso da Made by Mitchell, que vem ganhando destaque ao desenvolver maquiagens pensadas para tons de pele mais escuros de forma realista e funcional.

Apesar dos avanços na indústria da beleza, pessoas com pele negra e tons mais profundos ainda enfrentam dificuldades para encontrar produtos que combinem com seu subtom. Muitas marcas falham ao criar cores extremamente escuras, mas sem a complexidade necessária — resultando em tons artificiais, próximos ao preto puro.

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Curve Case: a paleta que está dando o que falar

O novo lançamento da Made by Mitchell reforça o compromisso da marca com a diversidade. A paleta de contorno cremosa Curve Case, especialmente na versão Deeper Than Deep, apresenta um dos tons mais escuros já vistos no mercado — e com subtom adequado.

O sucesso foi imediato: o anúncio no TikTok ultrapassou milhões de visualizações e gerou milhares de interações, com usuários elogiando a inovação e representatividade do produto.

O lançamento acontece em meio a discussões importantes sobre diversidade na indústria da beleza. A criadora de conteúdo Golloria, conhecida por suas análises de produtos para pele negra, recentemente criticou a marca Youthforia por lançar uma base com tonalidade considerada inadequada.

Segundo especialistas, como a química cosmética Esther Olu, o problema pode estar na formulação: algumas marcas utilizam apenas pigmentos preto e branco, sem adicionar tons quentes como vermelho e amarelo — essenciais para criar subtons naturais.

Diferencial da Made by Mitchell

Enquanto críticas surgiam no mercado, a Made by Mitchell seguiu um caminho diferente. A linha Curve Case conta com diferentes variações, incluindo:

  • Light
  • Lighter Than Light
  • Medium
  • Deep
  • Deeper Than Deep

Cada paleta traz oito tons cremosos, divididos entre blush e contorno.

A versão Deeper Than Deep foi desenvolvida após feedback direto dos consumidores nas redes sociais, que apontaram a necessidade de cores mais profundas e realistas.

Em sua análise, Golloria destacou que o tom mais escuro possui um subtom bronze profundo — algo raro e muito esperado por quem tem pele mais escura. Segundo ela, esse tipo de produto é exatamente o que o público pedia há anos.

Esse movimento mostra que criar maquiagem inclusiva não só é possível, como também essencial. Tons de pele mais escuros não são simplesmente “preto”, mas sim variações ricas de marrom com diferentes subtons — algo que precisa ser respeitado na formulação dos produtos.

O lançamento da Curve Case reforça uma mudança importante na indústria da beleza: a inclusão precisa ir além do discurso e chegar à prática. Marcas que ouvem seus consumidores e investem em diversidade real tendem a conquistar cada vez mais espaço — e confiança.

Em breve, análises completas desse produto devem surgir, trazendo ainda mais detalhes sobre desempenho, textura e acabamento dessa paleta que já é considerada um marco na maquiagem inclusiva.


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