Empresa presente em celulares, internet e TV é informada sobre o fim por determinação da justiça

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A Justiça do Rio de Janeiro decretou a falência da Oi, colocando um ponto final na longa crise financeira de uma das mais tradicionais empresas de telecomunicações do Brasil.

A decisão da Primeira Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro encerra o processo de recuperação judicial da companhia, que acumulou uma dívida superior a R$ 44 bilhões e reúne mais de 164 mil credores.

Segundo as informações do processo, a decisão foi motivada pelo descumprimento das obrigações previstas no plano de recuperação judicial e pela falta de recursos para manter as atividades.

A própria Oi teria informado à Justiça que enfrentava o esgotamento de seus recursos financeiros, com patrimônio líquido negativo estimado em R$ 22,6 bilhões, tornando inviável a continuidade da operação.

Como fica a questão com os trabalhadores?

A falência da Oi também provoca impactos diretos sobre os trabalhadores. Antes da decisão, a empresa havia firmado um acordo para reduzir significativamente seu quadro de funcionários. Entre os milhares de credores envolvidos no processo, mais de 8 mil são trabalhadores, com créditos que ultrapassam R$ 1 bilhão e que deverão seguir a ordem de prioridade prevista na legislação.

Outro reflexo imediato foi a suspensão definitiva da negociação das ações da Oi na B3. Com a falência confirmada, o controle dos bens e ativos da operadora deixa a atual administração e passa para o processo judicial, que será responsável pela arrecadação, avaliação e venda dos ativos remanescentes da companhia.

O advogado Bruno Rezende foi nomeado administrador judicial e terá a missão de organizar a liquidação dos ativos e o pagamento dos credores. O processo, no entanto, é considerado complexo devido à enorme diferença entre o volume das dívidas e os ativos disponíveis.

A decisão encerra uma trajetória de mais de uma década de dificuldades financeiras, tentativas de recuperação e reestruturações que não conseguiram salvar a histórica operadora de telecomunicações.

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