Muitos gostam de pegar o carro, sair da garagem e cair na estrada para relaxar. Afinal de contas, nem tudo é só trabalho, é preciso pensar no lazer e distrair a cabeça. Mas, tenha atenção, pois essa diversão pode sair mais cara para quem deseja passar em uma determinada região do país, com um custo de até R$ 2 mil a mais no orçamento.

A adoção do pedágio eletrônico no modelo free flow vem alterando a rotina de motoristas e gerando debates sobre seus impactos no dia a dia. Em São Roque, no interior paulista, moradores relatam aumento expressivo nas despesas mensais com deslocamento após a instalação de um pórtico de cobrança no km 48,9 da Rodovia Raposo Tavares.

Nesse sistema, não há praças físicas: a cobrança é feita automaticamente por meio da leitura das placas dos veículos. A proposta é melhorar a fluidez do trânsito e eliminar paradas nas rodovias. Porém, em áreas urbanas ou próximas a bairros residenciais, a falta de rotas alternativas tem sido apontada como um problema relevante por parte dos usuários.

No trecho entre os quilômetros 46 e 50, há motoristas que passam várias vezes ao dia pelo ponto de cobrança, o que pode elevar significativamente os custos mensais, dependendo da frequência. Há relatos de despesas superiores a R$ 1 mil, podendo chegar a cerca de R$ 2 mil em alguns casos.

Créditos: Nova381/Divulgação

Cobranças passaram por reajusta e já pesa no bolso

Recentemente, as tarifas foram reajustadas, com autorização da Agência de Transporte do Estado de São Paulo, passando para R$ 5,30 por sentido. A atualização segue critérios contratuais e afeta todos os condutores que utilizam o trecho.

Diante da repercussão, surgiu a possibilidade de transferir o ponto de cobrança para o km 46, local onde funcionava anteriormente uma praça de pedágio tradicional. Caso a mudança seja confirmada, poderá alterar a dinâmica de cobrança para os moradores da região, embora ainda não haja definição oficial sobre prazos ou implementação.

O cenário reflete os diferentes efeitos da modernização dos pedágios, que, ao mesmo tempo em que traz ganhos operacionais, também impõe desafios de adaptação para quem utiliza essas vias com frequência.


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