Você já deve ter ouvido falar de que homens são mais “frágeis” para a dor, se comparado com as mulheres. Isso é até sinônimo de brincadeira entre muitos. Mas, esse “folclore” também se aplica a certas enfermidades, como a gripe, isso aliás gera uma questão: Homens sofrem mais com um resfriado do que as mulheres?

A ideia de que homens sofrem mais com a gripe voltou a ganhar força nas redes sociais, mas não passa de um mito. Publicações recentes sugerem que eles teriam sintomas mais intensos e demorariam mais para se recuperar por razões biológicas. No entanto, especialistas afirmam que não há evidências científicas que comprovem essa teoria.

O conceito de “gripe masculina” já circula há bastante tempo, geralmente em tom bem-humorado, retratando homens como mais frágeis diante de doenças comuns. Em muitos casos, o quadro é exagerado como se fosse algo mais grave do que realmente é.

Parte dessa discussão recente surgiu a partir de um texto publicado no British Medical Journal. Porém, o conteúdo citado não é um estudo científico, e sim um artigo satírico de uma edição especial de Natal de 2017, conhecido por trazer textos irônicos. No material, o autor brinca com a ideia de que homens poderiam adoecer mais como uma suposta estratégia evolutiva — algo sem qualquer comprovação.

Créditos: Imagem criada por Inteligência Artificial

equivalência dos efeitos entre os sexos

Especialistas alertam que usar esse texto como base científica é um erro. Infectologistas reforçam que não há diferença relevante na resposta imunológica entre homens e mulheres. A produção de anticorpos e a reação a vacinas, por exemplo, são equivalentes entre os dois.

A percepção de que mulheres se recuperam mais rápido pode estar ligada a fatores comportamentais. Muitas vezes, elas mantêm suas atividades mesmo doentes, o que passa a impressão de uma recuperação mais ágil. Trata-se, portanto, de uma questão social, não biológica.

Casos de gripe causam preocupação no Brasil

Enquanto isso, os casos de gripe têm aumentado no Brasil. Dados do Instituto Todos pela Saúde apontam que os registros de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) causada por influenza quase dobraram: foram 3.584 casos até meados de março de 2026, contra 1.838 no mesmo período de 2025.

Diante desse cenário, especialistas reforçam que a melhor estratégia é a prevenção, principalmente por meio da vacinação. No Sistema Único de Saúde, a campanha é voltada aos grupos mais vulneráveis, como crianças, idosos, gestantes, pessoas com comorbidades e profissionais da saúde e educação.


Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *