Motoristas de ônibus de Teresina vivem um momento de tensão em 2026 após iniciarem uma greve em busca de reajustes salariais.
Diante da paralisação, o prefeito Sílvio Mendes anunciou nesta segunda-feira (18) uma série de medidas administrativas para tentar minimizar os impactos no transporte público da capital.
A greve ocorre nos horários de maior movimento, das 6h às 8h e das 16h às 18h, afetando diretamente a rotina da população que depende do transporte coletivo diariamente.
Entre as medidas anunciadas pela Prefeitura estão multas de R$ 5,8 mil para ônibus utilizados no bloqueio de vias públicas. Além disso, os veículos poderão ser removidos e levados ao pátio até que as penalidades sejam quitadas.
A administração municipal também prevê a possibilidade de suspensão da CNH dos motoristas envolvidos por até 12 meses.
As sanções estão entre as mais rígidas já adotadas na cidade para conter paralisações no setor de transporte coletivo.
Segundo a prefeitura, o objetivo é evitar bloqueios que prejudiquem a mobilidade urbana e causem transtornos ainda maiores à população.
Prefeitura decidiu acionar a justiça
Como parte da reação à greve, a Prefeitura de Teresina acionou o Tribunal de Justiça para garantir a circulação nas vias públicas. A gestão municipal argumenta que os bloqueios realizados pelos grevistas são ilegais e comprometem o funcionamento da cidade.
O município informou ainda que ônibus usados como forma de pressão durante a paralisação poderão ser retirados das ruas pelas autoridades competentes.
Outra medida anunciada pela administração foi a redistribuição de cerca de R$ 6 milhões em subsídios para empresas e veículos alternativos que continuarem operando durante a greve. A intenção é reduzir os impactos enfrentados pela população e manter parte do sistema funcionando.
Segundo a prefeitura, o redirecionamento dos recursos busca amenizar os prejuízos diários causados pela paralisação e garantir um mínimo de normalidade no transporte público da capital.
Apesar do endurecimento das medidas, a gestão municipal afirma que segue aberta ao diálogo. Até o momento, porém, não há previsão para o fim da greve nem definição de um acordo entre trabalhadores e empresários do setor. As negociações envolvendo reajustes, tarifas e subsídios continuam em andamento.


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