No atual momento de inflação lá em cima, preços cada vez mais altos e o salário não sendo suficiente para muitos brasileiros, um benefício pode ser sempre bem-vindo. E um novo meio pode surgir, beneficiando muitas pessoas.
Em análise no Congresso Nacional, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 25/2023, que prevê a criação do Sistema Único de Mobilidade (SUM), pode gerar um impacto econômico significativo no país.
Segundo pesquisadores da Universidade de Brasília (UnB), a medida teria potencial para injetar até R$ 60 bilhões por mês na economia brasileira.
O estudo aponta que a proposta pode servir como base para iniciativas de Tarifa Zero no transporte público, permitindo que milhões de brasileiros deixem de comprometer parte da renda mensal com deslocamento.
Com isso, os recursos economizados poderiam ser direcionados para outros setores da economia, aumentando o consumo interno e fortalecendo a arrecadação tributária.
De acordo com os especialistas da UnB, ao transformar gastos com transporte em renda disponível para as famílias, o programa criaria uma liquidez capaz de movimentar o mercado doméstico de maneira mais intensa.
A tendência seria de maior circulação de dinheiro no comércio e em serviços, ampliando o impacto econômico em diferentes áreas.
Além dos efeitos financeiros, a pesquisa também aponta possíveis benefícios ambientais. A expectativa é de que uma eventual ampliação da Tarifa Zero incentive parte da população a reduzir o uso de veículos particulares, diminuindo a emissão de poluentes e contribuindo para a mobilidade urbana sustentável.

quais obstáculos ainda existem na proposta
Apesar do potencial econômico e social, a implantação de um modelo amplo de Tarifa Zero ainda enfrenta desafios técnicos e orçamentários.
Especialistas avaliam que a implementação dependeria de uma estrutura robusta de financiamento e planejamento para garantir sustentabilidade ao sistema.
Entre as alternativas estudadas para custear o benefício, pesquisadores da UnB sugeriram substituir os gastos das empresas com Vale-Transporte por incentivos governamentais destinados ao novo modelo de mobilidade.
No entanto, o ministro dos Transportes, George Santoro, alertou que essa solução pode não ser suficiente para cobrir os custos do projeto.
Em entrevista à revista Exame, o ministro afirmou que, sem planejamento adequado, a demanda pelo transporte gratuito poderia crescer em ritmo superior à capacidade de oferta do sistema, gerando pressão sobre a infraestrutura urbana.


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