Todos nós temos lembranças dos nossos tempos de escola, até com certo ar de saudosismo. E nessa viagem na mente, sentimentos falta de algumas coisas e lembramos de práticas feitas no nosso dia a dia. Falando sobre o tema, uma delas está se perdendo nos dias atuais e poucos perceberam.

Cantar o Hino Nacional Brasileiro no pátio da escola marcou a infância de muitas gerações. Embora essa cena tenha se tornado menos comum ao longo do tempo, a legislação brasileira ainda prevê sua execução semanal nas escolas de ensino fundamental.

A regra está prevista na Lei nº 12.031/2009, que alterou a Lei nº 5.700/1971, responsável por regulamentar os símbolos nacionais. O texto determina que o hino seja executado ao menos uma vez por semana em instituições públicas e privadas desse nível de ensino.

Créditos: Tomaz Silva/Agência Brasil

Tradição está perdendo cada vez mais força

Durante décadas, cantar o hino fez parte da rotina escolar no Brasil, geralmente no início das aulas, em formações no pátio ou em datas cívicas. Com o passar dos anos, no entanto, a prática foi sendo deixada de lado em muitas escolas.

Hoje, em diversas instituições, o hino aparece apenas em ocasiões específicas, como a Semana da Pátria, formaturas e outras cerimônias oficiais.

Mesmo com a diminuição da prática no dia a dia, a obrigatoriedade segue em vigor. A legislação não foi revogada e continua determinando a execução semanal do hino nas escolas de ensino fundamental.

Por outro lado, não há exigência de um formato único. Cada instituição pode organizar a atividade conforme sua rotina, desde que cumpra a regra estabelecida.

A redução desse costume não tem uma única explicação. Mudanças na dinâmica escolar, novas abordagens pedagógicas, agendas mais fragmentadas e a diminuição de rituais cívicos contribuíram para esse cenário.

Além disso, muitas escolas passaram a concentrar esse tipo de atividade em datas comemorativas, transformando o hino em um elemento mais associado a solenidades do que a uma prática semanal.


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