Vivemos na era da tecnologia e um dos símbolos desse atual momento é a internet, que usamos das mais variadas formas, seja em casa ou até mesmo nas ruas.
Falando sobre esse tema, surge uma nova tecnologia, que deve estar a caminho do Brasil. Isso representa uma outra alternativa de uso e dor de cabeça para concorrência.
A SpaceX solicitou à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) uma licença de Serviço Móvel Pessoal (SMP) para operar o Starlink Mobile no Brasil.
A iniciativa envolve a tecnologia Direct to Cell (D2C), que permite que smartphones se conectem à internet via satélite sem a necessidade de uma antena de telefonia móvel próxima.
O pedido acendeu um sinal de alerta no setor de telecomunicações. Em relatório divulgado na última semana, a XP Investimentos apontou que a novidade pode representar um risco de desintermediação para as operadoras tradicionais.

Parceria com outras empresas não é necessária
Caso a autorização seja concedida, a Starlink poderá comercializar seus serviços diretamente aos consumidores, sem depender de parcerias com empresas como TIM, Vivo e Claro. Até o momento, nenhuma operadora brasileira firmou acordo com a SpaceX.
A tecnologia Direct to Cell é compatível com qualquer smartphone equipado com 4G LTE e não exige a troca de chip nem a instalação de aplicativos adicionais. Quando o aparelho perde o sinal convencional, a conexão via satélite é ativada automaticamente.
Atualmente, as velocidades de conexão variam entre 2 Mbps e 10 Mbps de download, desempenho suficiente para envio de mensagens, compartilhamento de localização e uso de aplicativos de mapas, mas ainda distante da experiência oferecida pelas redes 4G nas áreas urbanas.
Para que o serviço seja disponibilizado no Brasil, a SpaceX ainda precisa colocar em órbita uma nova geração de satélites.
A expectativa é que os lançamentos ocorram entre o fim de 2026 e o início de 2027, permitindo o início das operações comerciais somente após essa etapa.
A Anatel já autorizou mais de 7.500 satélites da Starlink a sobrevoarem o território brasileiro. Atualmente, o Brasil é o segundo maior mercado da empresa em banda larga fixa via satélite, com mais de 1 milhão de acessos ativos.
Na avaliação da XP Investimentos, o serviço ainda atua de forma complementar às redes móveis tradicionais e, por enquanto, não representa um risco financeiro imediato para operadoras como TIM e Vivo.
As limitações de desempenho, especialmente em comparação às redes urbanas, ainda restringem sua adoção em larga escala nas grandes cidades.


Deixe um comentário