O modelo de abastecimento em postos de combustíveis pode passar por uma das maiores mudanças das últimas décadas no Brasil.
Em análise no Congresso Nacional, projetos de lei pretendem autorizar o sistema de autoatendimento (self-service), prática comum nos Estados Unidos e em diversos países da Europa.
A principal proposta prevê que até 50% das bombas dos postos possam operar sem a necessidade de frentistas, oferecendo ao motorista a opção de abastecer o próprio veículo.

O que pode significar essa medida nos postos
Os defensores da medida afirmam que a liberação do abastecimento self-service pode reduzir custos operacionais dos postos e estimular uma queda no preço dos combustíveis, além de ampliar a concorrência e dar mais liberdade de escolha aos consumidores.
Atualmente, a legislação brasileira proíbe esse modelo desde 2000, quando a norma foi criada para preservar empregos e reforçar a segurança durante o abastecimento.
Por outro lado, a proposta gera preocupação entre os mais de 500 mil frentistas em atividade no país. Representantes da categoria e entidades do setor alertam para o risco de redução de postos de trabalho, além de apontarem possíveis impactos na segurança e na agilidade do atendimento.
Em resposta ao debate, parlamentares também apresentaram projetos para fortalecer a profissão, incluindo a criação de um piso salarial nacional para os trabalhadores.
Caso a mudança seja aprovada, o Brasil poderá se aproximar do modelo adotado em grande parte do mundo, onde o autoabastecimento em postos de combustíveis é predominante.
No entanto, a decisão ainda depende da tramitação dos projetos no Congresso, e o tema continua dividindo opiniões entre consumidores, empresários e representantes dos trabalhadores, tornando-se um dos principais debates sobre o futuro do setor de combustíveis no país.


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