A Uber começou a cobrar uma taxa de despacho de motoristas que recusarem viagens em um novo teste realizado nas cidades de Malmö, na Suécia, e Basileia, na Suíça. A medida entrou em vigor nesta semana e, inicialmente, está prevista para funcionar até 6 de setembro de 2026.
Segundo a empresa, a taxa por viagens recusadas tem como objetivo diminuir o tempo de espera dos passageiros. A lógica é fazer com que apenas motoristas que estejam realmente disponíveis permaneçam recebendo solicitações de corridas pelo aplicativo, evitando que chamadas sejam enviadas a condutores que não pretendem aceitá-las.
Como funciona a cobrança pela nova regra?
Com a nova regra, o simples recebimento de uma oferta de viagem pode gerar um custo para o motorista, mesmo que ele decida não realizar a corrida. A mudança representa uma alteração importante na relação entre a Uber e seus motoristas, já que a plataforma passa a utilizar uma cobrança como forma de estimular uma maior disponibilidade dos profissionais.
🚗 Uber testa cobrança inédita de motoristas por corridas recusadas
— Diário da CPTM (@DiariodaCPTM) August 21, 2026
A Uber iniciou um teste de uma nova “taxa de despacho” em Malmö, na Suécia, e na Basileia, na Suíça. Pelo modelo, o motorista pode ser cobrado quando recebe uma solicitação de viagem, mesmo que decida não… pic.twitter.com/R6fTgXPWG6
O teste também chama atenção porque pode influenciar futuras estratégias da empresa em outros mercados. Por enquanto, porém, a cobrança está restrita às duas cidades europeias mencionadas e tem caráter experimental. Não há indicação, na informação divulgada, de que a Uber vá adotar imediatamente a taxa no Brasil.
A novidade ocorre em meio a discussões cada vez maiores sobre as regras aplicadas aos motoristas de aplicativos. Recentemente, por exemplo, a Justiça confirmou a possibilidade de a Uber excluir um motorista devido ao alto índice de recusas de viagens, reforçando a importância que a plataforma dá ao comportamento dos condutores e à disponibilidade para atender passageiros.