Nos atuais tempos em que tudo parece mais caro, seja para qualidade de vida ou orçamento familiar; toda ajuda é muito bem-vinda. E um benefício trazido pelo governo começa a dar resultados, com cifras bilionárias anunciadas.
O programa Novo Desenrola Brasil completou seu primeiro mês de operação com resultados expressivos. De acordo com dados divulgados pelo Ministério da Fazenda, mais de R$ 10 bilhões em dívidas já foram renegociados, por meio de mais de 1,1 milhão de acordos firmados em todo o país.
Os números refletem a forte adesão dos consumidores à esse benefício que simboliza uma nova etapa da iniciativa federal voltada à regularização de débitos e à redução da inadimplência.
Entre os participantes, 449.003 consumidores optaram por quitar suas pendências à vista. Nesses casos, os descontos concedidos pelos credores chegaram, em média, a 85%.
Importante queda no valor das dívidas
As dívidas originais desses acordos totalizavam R$ 1,06 bilhão. Com os abatimentos oferecidos, os consumidores desembolsaram R$ 154,2 milhões para encerrar suas obrigações financeiras.
Os resultados reforçam a estratégia do governo de utilizar programas de renegociação como instrumento para facilitar a recuperação financeira das famílias e ampliar o acesso ao crédito.
Caixa responde por parcela relevante das renegociações
A Caixa Econômica Federal concentra uma parte significativa dos acordos realizados até o momento. Segundo a instituição, cerca de R$ 3,84 bilhões já foram renegociados por meio de aproximadamente 101 mil contratos firmados desde o início desta nova fase do programa.
Além do Desenrola Famílias, o banco também participa de modalidades destinadas a estudantes, produtores rurais, microempreendedores individuais (MEIs) e pequenas empresas.
Outra vertente do programa que apresentou resultados relevantes foi o Desenrola Fies. Conforme informações do governo federal, 34.087 contratos estudantis foram renegociados durante o primeiro mês de funcionamento.
O programa contempla dívidas relacionadas a cartão de crédito, cheque especial, crédito pessoal e outras modalidades financeiras com atraso entre 91 dias e dois anos.
As instituições participantes podem oferecer descontos que variam de 30% a 90%, além de juros limitados a 1,99% ao mês e parcelamento em até 48 vezes.
Outra alternativa prevista é a utilização de até 20% do saldo do FGTS para reduzir ou quitar os débitos renegociados, ampliando as possibilidades para que os consumidores regularizem sua situação financeira.


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